segunda-feira, 8 de outubro de 2012

ADM NOS PADRÕES FUNCIONAIS (RECUPERAÇÃO DE FUNCIONALIDADE)


Benefício: Iniciar o reaprendizado de atividades da vida diária (AVD) e instrumentais (voltadas ao trabalho).
Favorece o aprendizado motor, tornando o movimento funcional;
Ajuda o paciente a identificar o propósito e o valor dos exercícios de ADM (conscientização do paciente do valor do tratamento);

Exemplos de padrões funcionais de membros superiores e pescoço:
Segurar um talher, levar a mão à boca, manter o telefone próximo da orelha.

Exemplos de padrões funcionais de membros inferiores e tronco:
Chutar uma bola em posição sentada, subir e descer escadas.



Cada padrão funcional é composto por vários movimentos com planos anatômicos combinados, levando a progressão do tratamento.

PROTOCOLOS BÁSICOS PARA REALIZAÇÃO DA ADM NA CINESIOTERAPIA


AMPLITUDE DE MOVIMENTO PASSIVA (ADMP)
Força externa: Fisioterapeuta, dispositivo mecânico ou o próprio paciente.
Não é feita resistência pelo fisioterapeuta;
Movimento em amplitude livre de dor (ou outros sintomas) e na amplitude disponível;
Comando verbal ao paciente – “relaxe”.


AMPLITUDE DE MOVIMENTO ATIVO-ASSISTIDA (ADMA-A)
Ensonar o movimento com ADM-P, posicionar a mão para dar assistência quando necessária.
Movimento dentro da ADM livre de dor e na ADM disponível.
Comando verbal ao paciente – “me ajude”.

AMPLITUDE DE MOVIMENTO ATIVO-LIVRE (ADMA-L)
Ensinar o movimento com ADMP, orientar o posicionamento correto, evitando compensações, orientar o paciente quanto ao número de séries e repetições;
Movimento realizado dentro da ADM livre de dor e disponível.

domingo, 7 de outubro de 2012

PRINCÍPIOS E PROCEDIMENTOS PARA APLICAÇÃO DAS TÉCNICAS DE ADM NA CINESIOTERAPIA


EXAME, AVALIAÇÃO E PLANO DE TRATAMENTO.

Grau de função, precauções, prognósticos e plano de tratamento, escolha o tipo de movimento, determine a quantidade e decida o padrão de movimento adotado (plano anatômico, padrões combinados e padrões funcionais [executar movimentos funcionais], monitorar as condições gerais e as respostas antes e após o exame e o tratamento, documentar e comunicar os achados e intervenções (anotar informações do paciente), reavaliar e modificar o tratamento conforme necessário.

Preparo do paciente: Comunicar-se com o paciente (falar sobre o procedimento terapêutico adotado), a região deve ser liberada (dependendo da possibilidade do caso, tirar órteses, curativos, acessórios, etc), posicionar o paciente de maneira confortável (alinhamento e estabilização), posicionar-se adequadamente para ter melhor manejo com o paciente.

Realização das técnicas: Segurar o membro em torno das articulações (sem dor), dar suporte a áreas com integridade estrutural ruim, promover estabilidade, mover em amplitude livre de dor e antes da restrição, realizar movimento suave e rítmico.

O número de repetições irá depender: Do objetivo, da condição do paciente e da resposta ao tratamento. (Cada paciente é um caso diferente, normalmente as repetições variam de 5-15 repetições)
No movimento ativo-livre sempre se deve observar a qualidade do movimento realizado pelo paciente.
Normalmente no Nº de repetições: ATIVO-LIVRE > ATIVO-ASSISTIVO  > PASSIVO.

INDICAÇÕES E OBJETIVOS DOS DIFERENTES TIPOS DE ADM



AMPLITUDE DE MOVIMENTO PASSIVA - ADMP
Indicações da ADMP: Em fase aguda (tecido com inflamação), paciente não puder ou não for capaz de mover ativamente (paciente comatoso, paralisado ou em repouso absoluto no leito).
Objetivos: Manter a mobilidade da articulação e tecido conjuntivo, manter a elasticidade mecânica dos músculos, auxiliar a circulação e a dinâmica vascular, favorecer o movimento sinovial, diminuir ou inibir a dor, auxiliar o processo de degeneração após uma lesão ou cirurgia e ajudar a manter a percepção do movimento.
Outras indicações da ADMP: Na avaliação clínica-funcional, para ensinar um exercício ao paciente e preparar para o alongamento passivo.
Limitações da ADMP: Não previne atrofia, não aumenta a força ou a resistência física, não auxilia a circulação a circulação na mesma proporção da contração ativa.


AMPLITUDE DE MOVIMENTO ATIVO-ASSISTIDO            
Indicações da ADMA-A: Musculatura fraca que não consegue completar o movimento (em qualquer parte do movimento, em qualquer parte da amplitude)
Objetivos: Manter a elasticidade e a contratilidade fisiológica dos músculos participantes, fornecer feedback sensorial proveniente nos músculos em contração, proporcionar um estímulo para a manutenção da integridade óssea e articular, aumentar a circulação e começar a desenvolver a coordenação e habilidades motoras, estimula o movimento articular e aprendizado motor.


AMPLITUDE DE MOVIMENTO ATIVO-LIVRE (Resposta mais intensa)
Indicações de ADMA-L: Aprendizado motor (contração muscular e função) e coordenação do movimento, estimular o movimento articular.
Limitações da ADMA-L: Não irá manter a força ou manter a força dos músculos fortes.
Precauções e Contra-Indicações: A indicação precoce é possível quando bem controlada, observando o movimento livre e o monitoramento de dor e demais sintomas. Não deve ser feita quando comprometer o processo de regeneração.
Verificar a contra-indicação logo após: Lacerações agudas, fraturas e cirurgias.
É contra-indicado o movimento excessivo, pois aumenta a inflamação e a dor.

TIPOS DE EXERCÍCIOS DE ADM


Na ADM Passiva (ADMP) o comando verbal ao paciente é pedindo que ele relaxe, pois o movimento será executado pelo fisioterapeuta, ou por uma força externa qualquer (manual ou mecânica).
O movimento fica dentro da ADM sem sintomas e restrições.
Obs: ADM passiva e alongamento passivo são sinônimos.

Na ADM Ativo-Assistida (ADMA-A), o comando verbal verbal ao paciente é “me ajude), pois o fisioterapeuta irá fornecer assistência ao movimento do paciente, que ficará dentro da ADM sem restrições e sintomas.

Na ADM Ativa (ADMA) o movimento é totalmente produzido pela contração ativa do paciente, onde a ADM também deve ser realizada sem sintomas e restrições.

ABORDAGEM DA CINESIOTERAPIA NA AMPLITUDE DE MOVIMENTO (ADM)



A ADM está envolvida no movimento necessário para realizar atividades funcionais. É o movimento completo possível de uma articulação.
A ADM é influenciada pela integridade da estrutura articular e a forma da articulação em sí.
A ADM é descrita em 2 termos comuns, a amplitude articular (medida por um goniômetro) e a amplitude muscular (excursão funcional dos músculos).
A excursão funcional é a distância que um músculo é capaz de encurtar após ter sido alongado ao máximo.
A insuficiência ativa é o ponto de maior encurtamento de um músculo e a insuficiência passiva é o ponto de maior alongamento de um músculo.

Os objetivos da ADM na cinesioterapia são tanto no exame como no tratamento, pois o fisioterapeuta pode realizar o teste de ADM para observar diversas funcionalidades, tanto no exame como no tratamento.
As estruturas afetadas que causam diminuição da ADM são: Músculos, superfícies articulares, cápsulas, nervos, ligamentos, fáscias e vasos. Logo, a integridade dessas estruturas é importante para manter a ADM normal.
Na cinesioterapia, para se manter a ADM normal os segmentos são movidos periodicamente nas suas amplitudes disponíveis (articular e muscular).
As causas da ADM reduzida normalmente são: Doenças sistêmicas, lesões cirúrgicas, lesões articulares, lesões traumáticas, inatividade, imobilidade, lesões neurológicas e musculares.
Os exercícios de ADM são administrados para manter a mobilidade articular dos tecidos moles, os movimentos também auxiliam na cicatrização dos tecidos.

SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO



O Sistema Nervoso Eferente envia informação do SNC para os órgãos efetores, as vias eferentes podem sem somáticas ou autônomas.

SES = Sistema Efetor Somático formado por 1 neurônio, motor, o corpo pode estar localizado no tronco encefálico ou medula, seu axônio está localizado no sistema nervoso periférico (nervo) e faz sinapse com o órgão efetor (músculo estriado esquelético). Passível de controle voluntário.

SNA = É formado por 2 neurônios, pré-ganglionar e pós-ganglionar, o corpo do neurônio pré-ganglionar está localizado no tronco encefálico ou na medula (SNC). O corpo do neurônio pós-ganglionar está localizado em um gânglio (SNP) que emite o axônio que faz sinapse com o órgão efetor ( músculo cardíaco, músculos lisos, glândulas = controle involuntário).

Posição anatômica dos neurônios:

Simpático = Tóraco lombar. Corpo do neurônio pré-ganglionar está localizado na medula torácica ou lombar (axônio dos neurônios pré-glanlionares são curtos, pós-ganglionares longos). O neurônio pré-ganglionar faz sinapse com o gânglio próximo da medula, o neurônio pós-ganglionar é longo para chegar ao órgão efetor.

Inerva as supra-renais/adrenais: A supra renal é inervada pelo simpático que libera adrenalina sobre a ação do simpático.

Parassimpático = Crânio sacral. Corpos dos neurônios pré-ganglionares no tronco encefálico ou na medula sacral. O neurônio pré-ganglionar tem axônio longo e faz sinapse com neurônio pós-ganglionar que o corpo está localizado longe da medula  e próximo do órgão efetor, axônios pós-ganglionares = curtos.


Efeitos do Simpático e Parassimpático nos órgãos efetores = Manutenção da HOMEOSTASE.

A maioria dos órgãos recebe inervação dos 2 (a maioria com efeitos antagônicos).
O neurônio pós-ganglionar do SNA tem que fazer sinapse com o órgão efetor.

Parassimpático = Libera acetilcolina nos efetores = Colinérgicos (Acetilcolina, causa efeitos da ativação parassimpática).
Simpático = Libera noradrenalina ou adrenalina = adrenérgico, mas não é todo simpático que é adrenérgico, uma porção do simpático é colinérgico (inerva glândulas sudoríparas e músculos lisos das paredes dos vasos que irrigam os músculos esqueléticos).

Alguns órgãos não recebem inervação simultânea do simpático e parassimpático. Ex: vasos sanguíneos periféricos – inervados apenas pelo simpático, com exceção dos vasos sanguíneos do clitóris, pênis e língua.



Funções do Simpático e Parassimpático nos órgãos efetores:

Simpático ativado em situações de luta ou fuga. Causa taquicardia (aumento da freq. Cardíaca), taquipinéia (aumento da freq. da respiração, mais oxigênio no sangue), simpático causa vasodilação nos vasos que levam sangue aos músculos esqueléticos e vasoconstricção em outros(pele [fica pálida] e vísceras[frio na barriga]).
Pupilas, simpático causa midríase.
TGI -  simpático diminui, motilidade e secreção gastrintestinal.
Simpático colinérgico ativa glândulas sudoríparas (suor frio, simpático colinérgico ativado faz transpirar e vasoconstricção da pele que a deixa fria).

Parrassimpático = Ativado na calma ou após refeição, aumento da motilidade do TGI.
Efeitos do parassimpático são contrários ao simpático.
Respiração = Bradipnéia. Coração = Bradicardia. Digestório = Motilidade e aumento das secreções gastrintestinais. Contração da pupila = Miose.